Esse blog faz parte de um projeto de conclusão de curso de jornalismo que visa descobrir de que forma e até que ponto essas ferramentas da contemporaneidade diversificam as mediações culturais.
Para isso, cada integrante do grupo escolheu um aspecto da cultura urbana contemporânea como tema de seu blog.
O Horizonte Arquitetado pretende ser um blog que trata dos contornos construídos pelo homem e que desenham e dão sentido ao espaço urbano, chamado de cidade. O propósito aqui não se limita à discussão de aspectos relacionados apenas à arquitetura, mas como as construções produzem sentido e, assim, ajudam a criar a identidade dos espaços urbanos.
Para aqueles que se interessarem, sintam-se à vontade para dar a sua contribuição. Seja através de imagens, vídeos, fotos, textos, ou com sugestões.
Para isso, basta enviar e-mail para alguem.bh@gmail.com
Ah, como a identidade garante credibilidade meu nome é Juliana Semedo. Sou quase uma jornalista. Atualmente, trabalho com comunicação comunitária, mas já trabalhei em biblioteca, como freela para jornais de comunicação institucional e com memória empresarial. Tenho um enorme interesse por história, sobretudo pela história de Belo Horizonte, cidade em que nasci e onde resido.
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Como eu me esqueço dessa “magnífica” obra arquitetônica de Belo Horizonte: a rodoviária de Belo Horizonte. Esse prédio deveria ser o primeiro a ser demolido, o que resolveria - e muito - os problemas do trânsito da região central da capital mineira.

O ambiente produz uma sensação pra lá estranha, meio claustrofóbica. E como se não bastasse, ainda tem o caos das ruas do entorno.

Andaram dizendo que a rodoviária seria transferida para a região do Calafate, porém duvido que isso aconteça, tendo em vista que já tiveram início algumas obras de melhorias do lugar. Uma delas inclusive se trata da construção de um elevador.
Um pouco de história
Lá pelos idos da década de 30 e 40, no mesmo lugar em que funciona a rodoviária hoje, funcionava a Feira Permanente de Amostras, com a exposição de produtos mineiros, a sede da Rádio Itatiaia e o Estádio Passaindu, como cinema, teatro e um auditório onde eram realizados bailes carnavalescos.
A rodoviária mesmo, inaugurada em junho de 1941, localizava atrás da Feira de Amostras, de frente para a avenida do Contorno.
E depois ainda dizem que Belo Horizonte ainda tem tradição.
Para quem se interessar, assista abaixo um videozinho que mostra a movimentação da rodoviária nos anos 60.
O desafio foi lançado no início deste mês no Blog do
Alencastro. Ainda não defini todos, mas, se dependesse de mim, aqui em Belo Horizonte, pelo menos um eu já teria mandado abaixo.
1. Um (bizarro) lápis apontando para o céu.

Será que alguém realmente acredita que esse edifício tem algum propósito dentro da arquitetura da cidade? Para mim, não é nada mesmo que grotesco.
ps.: quando me lembrar de mais, posto aqui.
E você? Quais prédios demoliria? Aceito e aguardo participações.
Depois de minhas andanças pela interweb, atualmente cada vez mais escassas, encontrei algo que procurava: as imagens do projeto que Oscar Niemeyer fez para o novo Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais. Segundo informações publicadas no blog Arquiteturas, página de onde roubei descaradamente as imagens que você verá logo abaixo, o projeto prevê estacionamento para 5 mil carros, um auditório principal para mais de 500 pessoas; o palácio do governo, um centro administrativo onde localizarão todas as secretarias e órgãos em dois blocos curvos de 200 metros de comprimento e 14 pavimentos cada um.

Projeto do novo Centro Administrativo de Minas Gerais

Auditório com capacidade de 500 pessoas

Centro Administrativo

Palácio do Governo
Discussões à parte sobre o estilo, na maioria das vezes repetitivo de um dos arquitetos mais renomados do mundo, eu concordo com Luciano Basso, blogueiro do Atquiteturas, quando ele levanta a questão se o exibicionismo seria para compensar outras coisas. Quem sabe a escolha de Niemeyer e a opção de uma obra tão gradiosa não seria para chamar mais uma vez atenção para as obras realizadas pelo governo mineiro ou até mesmo maquiar a escolha de um lugar tão afastado para a sede do Centro Administrativo? Será que esta obra é realmente necessária..?
Em tempo, o novo Centro Administrativo do Estado, cujas obras estão previstas para final de 2009, se localizará pertinho de Confins, ou seja, a Cristiano Machado (onde o governo do estado termina as obras da Linha Verde) é trajeto obrigatório para chegar ao local.
Em um mesmo enquadramento é possível visualizar o antigo convivendo com o moderno em Belo Horizonte. Amarelei um pouco as fotos para dar uma sensação envelhecida.
As fotos foram tiradas por Daniel Vilela e mexidas por mim mesma.



onde?
A diversidade é para mim, o adjetivo que melhor define o que é Matriz. Talvez seja um dos únicos locais em Belo Horizonte que consegue atrair em uma mesma semana um público totalmente diferenciado: indies, metaleiros, góticos, hardcore. É comum passar por aqueles lados da Praça Raul Soares no sábado à noite e ver um aglomerado de jovens vestidos de preto reunidos em frente à casa de shows, localizada no primeiro andar do ”famoso” edifício JK. No domingo à tarde, aquele grupo de jovens, em sua maioria garotos, cede espaço a um público diferente, formado tanto por meninos quanto meninas, maiores de idade ou não, skatistas ou não, dispostos a ouvir hardcore. É o dia da famosa matiné do Matriz. Por permitir a entrada de menores de 18 anos, talvez seja o lugar que muitos garotos e garotas tenham seu primeiro contato com o a noite belorizontina.
O piso quadriculado de seu espaço de shows é a característica marcante do Matriz.

Caramba,é muito bom ter um espaço para poder falar da minha ‘2º casa’. Digo isso porque o Matriz, hoje, é o lugar onde eu passo muito do meu tempo,vago ou não!É onde eu encontro amigos,encontro parceiros de trabalho,encontro pessoas novas e conheço mais as bandas que gosto. Como promoter de eventos me sinto mais satisfeita ainda, porque a casa sempre nos dá apoio na hora de produzir algum show interessante, ou evento de qualquer outra espécie do cenário alternativo de Belo Horizonte. É considerada por muitos a casa cultural mais importante para o underground mineiro, por ter em sua história muitos shows bons, dentre eles da banda BANE, uma banda de Massachusetts/EUA,que foi a mais recente dentre as internacionais que já passaram por lá. Mas a Matriz não abriga apenas shows de Hardcore! Lá pode encontrar de shows de Metal a apresentações teatrais, o que enrriquece ainda mais a cultura de quem frequenta a casa! É um lugar que não só os belorizontinos, mas gente do Brasil inteiro conhece,gosta e frequenta!
por MARI
onde?

Um pouco da história do lugar
A boate Mary in Hell, ou Mary para para os habitués do lugar, surgiu em maio de 2005. O espaço foi inaugurado com um show da banda electro Montage, o que serviu para definir qual o estilo de música o lugar previlegiaria em suas festas. O “inferninho” caiu no gosto da galera e, aos poucos, foi desbancando a Up!. Hoje, como é característico do meio, a Mary in Hell tem perdido espaço para a Velvet.

Conheci a MiH há alguns anos, e à princípio, a companhia dos amigos e clima de “inferninho” que agradaram. Minhas festas preferidas eram a extinta Histérica e Escola do Rock. Gostava da Histérica pela diversidade de tocadores e músicas. Era uma festa que abraçava tanto o som anárquico do Sex Pistols quanto a sonoridade pop do No Doubt, e não satisfeita com o resultado, encerrava a noite com a baranguice saudosista de Bonnie Tyler. Já a Escola do Rock tinha como objetivo (re)visitar as décadas do gênero e geralmente cumpria bem a missão. Mesmo sendo, na minha opinião, o espaço underground menos underground da cidade, a MiH conquista por uma atmosfera que tenta se desviar do mainstream. Se a Belo Horizonte anos 60 de Roberto Drummond cheirava a jasmim e gás lacrimogêneo, a Belo Horizonte atual cheira a cigarro e libertinagem nas paredes rabiscadas da MiH - uma aura descomedida própria da juventude. E tal como em Peter Pan, seus frequentadores saem da “Terra do Nunca” ao amanhecer, e vêem que o mundo não parou…
por DRIGO DAHER
durante exposição de Amílcar de Castro.







Onde?